O cinema segundo Kurosawa

Akira Kurosawa (1910 – 1998) foi responsável por mostrar ao mundo a exuberante arte do cinema japonês. A partir da década de 50, filmes como Rashomon, Os 7 samurais, Trono manchado de sangue, entre outros, ganharam vários prêmios em importantes festivais de cinema. A seguir, reflexões do diretor sobre o cinema.

“Quando você entrega o seu roteiro a outra pessoa parece que existe uma lacuna entre o roteirista e o diretor na compreensão da verdadeira intenção do roteiro.”

“Quando começo a conceber o projeto de um filme, sempre tenho um número de ideias que sinto como se fossem o tipo de coisas que eu gostaria de filmar. Do meio dessas ideias, uma subitamente germinará e de algum modo começará a florescer. É esta que agarrarei e seguirei. Nunca realizei um projeto sugerido por um produtor ou por um estúdio. Meus filmes brotam do meu próprio desejo de dizer algo particular em um determinado momento. A raiz de qualquer filme para mim é essa necessidade interior de dizer algo. O que nutre essa raiz e a faz crescer como uma árvore é o roteiro. O que faz a árvore florescer e dar frutos é a direção.”

“Um diretor tem de convencer um grande número de pessoas a segui-lo e a trabalhar com ele. Costumo dizer que, embora eu não seja um militarista, se você comparar a produção de um filme a um exército, o roteiro é a bandeira de guerra, e o diretor, o comandante na linha de frente. O diretor tem de estar pronto para responder a qualquer situação e deve ter habilidades de líder para fazer todo o batalhão acompanhar suas decisões.”

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