
Stereo (Canadá, 1969), de David Cronenberg.
Em um futuro indefinido, sete voluntários passam por procedimentos cirúrgicos que eliminam a capacidade da fala, mas incentivam a comunicação telepática. A trama acontece na Academia Canadense para Investigação Erótica, com cenário minimalista e fotografia em preto e branco. A Academia determina um dos temas favoritos de David Cronenberg: mutações do corpo humano que afloram a sexualidade.
A história praticamente não tem diálogos, ouvem-se apenas fragmentos de narrações em off, como se fossem extraídos da mente dos jovens durante suas experimentações. O estilo documental é outra marca do filme e funciona como uma espécie de imersão visual e psicológica nos procedimentos, nos experimentos, nas viagens surrealistas de David Cronenberg.