Mundo invisível

Mundo invisível (Brasil, 2012) é um experimento cinematográfico dividido em onze episódios dirigidos por cineastas de vários países. A ideia surgiu de Leon Cakoff, organizador da Mostra Internacional de São Paulo, e Renata de Almeida, diretora da mostra. A proposta apresentada aos diretores foi abordar a invisibilidade social, retratando personagens de São Paulo, onde todos os curtas foram realizados, a exceção de um, realizado na Armênia. 

No final de cada curta, lettering reflete sobre a proposta do realizador: “Enquanto observava os grafites de São Paulo, Theo Angelopoulos se deparou com um pastor especialmente performático. Quase imperceptível aos olhos da multidão, o pregador se contrapõe à melancolia do mundo exterior, colorido e sem redenção.”

Os destaque da obra são os filmes:

Céu inferior. O filme de Theo Angelopoulos abre espaço para o pregador performático que se apresenta no metrô de São Paulo, utilizando técnicas teatrais, desenvolvendo gestos e falas para criar e exagerar o melodrama religioso. 

O ser transparente. Laís Bodanzky reflete sobre o trabalho do ator, com depoimentos de atores, atrizes, uma monja budista e o ator e diretor Yoshi Oida, que escreveu o livro O ator invisível. 

Ver ou não ver. Wim Wenders coloca em cena crianças que têm apenas um resquício da visão e passaram por um processo de ensinamento para aprenderem a ver. O curta acompanha três crianças que foram atendidas pelo pioneiro projeto desenvolvido pela Dra. Sílvia Veitzman, do departamento de oftalmologia da Santa Casa – São Paulo.  

Os demais curtas são:

Do visível ao invisível, Manoel de Oliveira

Tributo ao público de cinema, Jerzy Stuhr

Gato colorido, Guy Maddin

Fábula, Gian Vittorio Baldi

Tekoha, Marco Bechis

Aventuras de um homem invisível, Maria de Medeiros

Kreuko, Beto Brant e Cisco Vasques

Yerevan – O visível, Atom Egoyan