
The mastermind (EUA, 2025), de Kelly Reichardt.
J. B. Mooney (Josh O’Connor) é um pai de família desempregado, estudante e apaixonado por arte. Ele pratica pequenos furtos em museus, com ajuda de sua esposa, e revende as obras. Após observar durante dias o cotidiano de um museu em Massachusetts, ele elabora um plano para roubar quatro quadros de um famoso pintor contemporâneo.
A princípio, o filme parece enveredar pelos famosos filmes de assalto. No entanto, Kelly Reichardt se concentra no estudo da personagem de J. B. A identidade do assaltante é rapidamente desvendada pela polícia e o protagonista empreende uma fuga pelo interior do estado, sem dinheiro.
O road-movie é demarcado pelo silêncio e solidão de J.B, com uma trilha sonora de jazz que intensifica o clima frio e melancólico da trama. Durante a fuga rumo ao Canadá, J. B. se confronta com outros personagens também solitários e desiludidos com a situação política e social deste início dos anos 70 nos EUA. A sequência final, durante protestos contra a guerra do Vietnã, representa a completa inquietação e frustração que marcou a era Nixon.

